
Maio Amarelo: a segurança no trânsito começa pelo pavimento

Por Ernesto Ota*
Quando falamos em segurança no trânsito, o debate costuma priorizar o comportamento dos motoristas, da fiscalização e da sinalização. Esses fatores são, sem dúvida, essenciais. No entanto, há um elemento estrutural que ainda recebe menos atenção do que deveria: a qualidade do pavimento das rodovias brasileiras.
Os dados mais recentes da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, da Confederação Nacional do Transporte, são claros ao apontar a dimensão do problema. Falhas no pavimento,como buracos, trincas e erosões,concentram mais de 90% dos pontos críticos identificados na malha rodoviária avaliada. Na prática, isso significa que, a cada 56 quilômetros percorridos, um motorista encontra um risco potencial causado pela má conservação do asfalto. Antes de representar um desconforto ou aumento de custos de manutenção, esse é um fator que gera risco à vida.
O movimento Maio Amarelo, ao propor reflexão coletiva sobre a preservação da vida no trânsito, oferece oportunidade importante para ampliar esse debate. Se o objetivo é reduzir acidentes de forma consistente, é preciso olhar para além das soluções corretivas e adotar uma abordagem preventiva e de longo prazo também na infraestrutura viária.
Embora o levantamento da CNT indique uma leve melhora em relação ao ano anterior, o cenário ainda revela um padrão preocupante: os problemas se repetem ano após ano, muitas vezes tratados apenas quando já atingiram um nível crítico. Essa lógica reativa tanto encarece a manutenção das rodovias, como expõe motoristas, passageiros e trabalhadores a riscos possíveis de serem evitados.
É nesse ponto que a inovação tecnológica pode — e deve — cumprir um papel estratégico. Tecnologias aplicadas diretamente ao ligante asfáltico, capazes de aumentar a durabilidade do pavimento, combatem a raiz do problema: a degradação precoce do asfalto. Pavimentos mais resistentes significam menos intervenções emergenciais, menos obras em trechos movimentados e, principalmente, mais segurança ao longo de toda a vida útil da estrada.
Além do impacto direto na segurança viária, soluções que ampliam a durabilidade do pavimento também dialogam com uma agenda cada vez mais urgente: a da sustentabilidade. A possibilidade de trabalhar com temperaturas mais baixas de aplicação e maior reaproveitamento de material fresado contribui para a redução de emissões e melhora as condições de segurança para os profissionais que atuam na pista.
Se queremos avançar de forma concreta nos compromissos defendidos pelo Maio Amarelo, precisamos reconhecer que um trânsito mais seguro começa muito antes do volante. Começa no projeto, na escolha dos materiais e na visão de ciclo de vida das rodovias. Investir em pavimentos mais duráveis, muito mais que uma decisão técnica ou econômica, é algo que impacta diretamente a segurança, a eficiência e a valorização da vida nas estradas brasileiras.
*Ernesto Ota é formado em Engenharia Industrial pela Universidad de Lima, com MBA pela ESAN Graduate School of Business, especialista em Gestão Comercial e atualmente é Coordenador de Negócios de Monômeros da BASF América do Sul


Mercedes-Benz exporta os primeiros ônibus rodoviários O 500 RSD para El Salvador

Banco Mercedes-Benz celebra 30 anos no Brasil

Itapecerica da Serra completa um ano de bilhetagem digital e registra 1 milhão de validações diárias

Após mega entrega para a capital paulista, Eletra vai ampliar frota de superarticulados elétricos até o fim do ano

Marcopolo e Instituto JCA firmam parceria para formação de mão de obra especializada no setor de mobilidade

Hitachi Rail conclui aquisição da Clever Devices, expandindo seu portfólio de soluções de transporte multimodal

CNH é certificada pelo Great Place to Work pelo oitavo ano consecutivo no Brasil e na Argentina

