

CASE aposta em inovação, máquinas movidas a etanol e conectividade para ampliar presença no mercado brasileiro
Em entrevista à Rádio Ônibus durante a Paving Expo 2026, Henrique Sá, Head de Vendas e Marketing para a América Latina da divisão de equipamentos de construção da CNH, apresentou os avanços da fabricante em combustíveis renováveis, telemetria e soluções para aumentar a produtividade das máquinas pesadas.

A CASE Construction Equipment está ampliando seus investimentos em inovação e eficiência operacional, com projetos que incluem máquinas movidas a biocombustíveis, equipamentos conectados e novas soluções para o setor de construção e infraestrutura.

Durante a Paving Expo 2026, a Rádio Ônibus conversou com Henrique Sá, Head de Sales & Marketing para a América Latina da divisão de equipamentos de construção da CNH, que detalhou os avanços da fabricante, a importância de compreender as necessidades dos clientes e os desafios de acompanhar a evolução tecnológica do setor.
Pá carregadeira movida a etanol apresenta resultados promissores
Um dos principais assuntos da entrevista foi o desenvolvimento da pá carregadeira CASE 721 movida a etanol, apresentada como conceito durante a Agrishow 2026.
Segundo Henrique Sá, o projeto representa um avanço importante na utilização de combustíveis renováveis em máquinas pesadas. Diferentemente de equipamentos que recebem adaptações para substituir o diesel, a CASE desenvolveu um motor específico para operar com etanol.
A máquina está em fase de testes em uma usina no estado de São Paulo, com resultados que, segundo o executivo, superaram as expectativas iniciais.
O equipamento apresenta capacidade de carga, potência e eficiência operacional comparáveis às de uma máquina a diesel, oferecendo uma alternativa especialmente interessante para as usinas produtoras de etanol.
A principal aplicação prevista é a movimentação de bagaço de cana-de-açúcar, embora a fabricante também identifique oportunidades em usinas de etanol de milho e outras operações.
Além da possibilidade de reduzir a utilização de diesel, o equipamento oferece uma vantagem econômica: as usinas poderão utilizar o combustível produzido em suas próprias instalações.
Henrique explicou que a CASE pretende ampliar os testes para outras regiões, incluindo Mato Grosso. O projeto permanece em fase de validação, com expectativa de lançamento comercial em aproximadamente dois anos e meio.
Escolha correta da máquina pode reduzir custos operacionais
Outro ponto abordado foi a importância da consultoria técnica na escolha dos equipamentos.
Henrique Sá explicou que, muitas vezes, o cliente procura uma máquina específica sem conhecer outras alternativas que poderiam oferecer melhor desempenho para sua operação.
A escolha de um equipamento com potência acima ou abaixo da necessidade real pode comprometer a eficiência e aumentar o consumo de combustível.
Nesse cenário, o papel da fabricante e de sua rede de concessionários vai além da comercialização. O objetivo é compreender as características de cada operação e orientar o cliente na escolha da solução mais adequada.
Durante a Paving Expo, a CASE também apresentou implementos, como fresadoras e vassouras recolhedoras, além de outras soluções que podem ampliar a versatilidade dos equipamentos.
Para o executivo, as feiras representam uma oportunidade de aproximar clientes e especialistas, apresentar novas tecnologias e esclarecer dúvidas que nem sempre são resolvidas apenas pela consulta às especificações técnicas.
Telemetria permite monitoramento das máquinas a cada minuto
A conectividade foi outro tema central da entrevista.
Segundo Henrique Sá, 100% do portfólio da CASE sai de fábrica com telemetria embarcada e acesso ao portal de monitoramento por sete anos.
A tecnologia permite acompanhar informações operacionais das máquinas, incluindo consumo de combustível, intensidade de utilização e condições de trabalho.
Os dados são coletados a cada minuto e podem ser consultados por gestores diretamente pelo celular.
Com essas informações, é possível identificar diferenças de consumo entre operações, avaliar o desempenho dos equipamentos e buscar oportunidades para melhorar a produtividade.
A conectividade também contribui para a manutenção preventiva. Por meio de sistemas de alerta e salas de monitoramento, a fabricante e os concessionários conseguem identificar situações críticas e entrar em contato com os clientes antes que determinados problemas provoquem paradas inesperadas.
Henrique considera que o mercado brasileiro está cada vez mais preparado para utilizar essas tecnologias, embora muitos clientes ainda desconheçam todos os recursos disponíveis nos equipamentos.
Retroescavadeiras ajudam a construir a história da CASE
A entrevista também abordou a trajetória da CASE e a relação da fabricante com seus clientes.
Henrique Sá ressaltou a importância das retroescavadeiras, consideradas um dos principais produtos da marca e responsáveis por acompanhar o crescimento de inúmeras empresas do setor de construção.
Segundo o executivo, muitos empresários começaram suas atividades com uma única retroescavadeira e, ao longo dos anos, ampliaram suas operações, incorporando escavadeiras, motoniveladoras e outros equipamentos.
Para a CASE, essa relação representa um dos pilares da fidelização dos clientes.
Além da tradição da marca, Henrique apontou a qualidade dos produtos, a diversidade do portfólio e a presença da rede de concessionários em todo o Brasil como fatores fundamentais para manter a confiança dos compradores.
Inovação e relacionamento com o cliente orientam o futuro da fabricante
Ao longo da entrevista, Henrique Sá reforçou que a evolução das máquinas pesadas exige uma aproximação cada vez maior entre fabricantes, operadores e gestores.
Com equipamentos mais tecnológicos, o desafio não está apenas em desenvolver novos recursos, mas também em garantir que os clientes compreendam suas aplicações e consigam aproveitar os benefícios disponíveis.
A aposta da CASE combina o desenvolvimento de alternativas ao diesel, a ampliação da conectividade e o atendimento técnico especializado para melhorar o desempenho das operações.
A entrevista foi realizada no estúdio móvel da Rádio Ônibus, durante a Paving Expo 2026, evento dedicado aos setores de pavimentação, infraestrutura e construção.


CASE aposta em inovação, máquinas movidas a etanol e conectividade para ampliar presença no mercado brasileiro

Marcopolo avança no ranking 500 Maiores do Sul

Brasil pode combinar eletrificação e etanol para descarbonizar transporte, defendem líderes do setor

Mercedes-Benz eleva a experiência dos clientes de Vans no Brasil com soluções digitais

Relatório de viagens NowNext 2026-2027 da Omio revela as principais tendências que vão moldar o setor de viagens no ano que vem

CBTour amplia frota Iveco Bus com 33 novos Daily Minibus

VWCO conecta serviços e inteligência para aumentar produtividade das frotas

