Mês do Ferroviário: TIC Trens reúne gerações e fortalece legado no setor

29/04/2026

Trajetórias se conectam para escrever futuro da ferrovia de passageiros no país, com projeto pioneiro

Pioneiro no país, o projeto TIC (Trem Intercidades) Eixo Norte tem promovido encontros entre diferentes gerações. Diariamente, profissionais com décadas de experiência se conectam na TIC Trens, concessionária responsável pela implantação, operação e manutenção dos futuros serviços TIC e TIM (Trem Intermetropolitano), assim como pela operação, manutenção e modernização da Linha 7-Rubi. 
Além da sinergia diária que promove trocas de experiências, a união entre as áreas e equipes contribui para perpetuar o legado ferroviário entre os mais experientes e quem está no início da carreira, como a turma de 40 jovens aprendizes que atuam nas áreas de Atendimento e Manutenção desde o início do ano. 
Ao todo, são mais de 1.500 ferroviários de diversas áreas que se unem para manter e operar uma linha que transporta mais de 400 mil pessoas por dia e escrever um novo capítulo na história da ferrovia: a implantação do primeiro projeto estruturado de trem de média velocidade do Brasil.

Quatro décadas de história e experiência

Com mais de 40 anos de dedicação ao setor, o diretor de Operação e Manutenção José Luiz Bastos iniciou sua trajetória no metrô. "Passei por diversas funções, o que me permitiu conhecer a operação em profundidade, entender seus desafios reais e construir uma visão sistêmica do negócio. Tive a oportunidade de atuar na área jurídica, mas foi na operação que encontrei meu verdadeiro lugar", afirma.
Apaixonado por velocidade, chegou a ingressar no automobilismo como piloto. "Percebi que a velocidade podia ganhar um novo significado: não mais individual, mas coletivo. Passei a me encantar pela ideia de contribuir para transportar milhares de pessoas com segurança, eficiência e precisão. Assim, encontrei um propósito muito maior: viver o desafio de estruturar a operação e manutenção de um projeto de média velocidade no Brasil", conta. 

Paixão que atravessa gerações

Para o analista de manutenção Gilmar Pereira Belem, trabalhar na ferrovia significa mais do que uma jornada profissional. É um legado familiar. Com 53 anos de idade, já soma mais da metade da própria vida atuando no setor. São 28 anos seguindo os passos do avô, que foi agente de estação da Rede Ferroviária Federal S.A. na cidade de São Lourenço, em Minas Gerais.
"Eu cresci praticamente dentro da estação. Morávamos tão perto que aquele espaço virou extensão da nossa casa, cenário das minhas brincadeiras de infância e palco das minhas primeiras memórias. Ser ferroviário, para mim, nunca foi apenas uma profissão: é herança, é identidade, é algo que corre nas veias. Ser ferroviário é trabalhar muitas vezes nos bastidores, mas com a certeza de que seu esforço move uma cidade inteira", afirma, com orgulho.

Nova geração de ferroviários

Filha de ferroviário, Maria Clara Pena Amorim teve sua primeira oportunidade profissional na TIC Trens para seguir os passos do pai, que foi maquinista e hoje é supervisor de tráfego. Aos 18 anos, a jovem aprendiz atua no setor de Atendimento da TIC Trens. "Aprendi que a ferrovia é uma mudança constante e que todos estão sempre fazendo o melhor para que tudo funcione com precisão a cada viagem", diz Maria Clara. 
Já Matheus Vieira Guimarães, também com 18 anos, dá continuidade ao legado da mãe maquinista e do pai, que atua na área de manutenção ferroviária. "Meus pais tiveram a oportunidade de vir de Salvador, na Bahia, para São Paulo, justamente para trabalhar na ferrovia. Após um tempo, também vim para atuar no mesmo setor, como jovem aprendiz na área de Atendimento da TIC Trens", conta.
"Sempre tive curiosidade de conhecer como funcionam os bastidores do transporte ferroviário. Agora, descobri que é um universo amplo, com várias áreas e diferentes profissionais. Tenho aprendido diariamente com as trocas de experiências", finaliza o jovem aprendiz.


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