Indústria e governo unem forças para reaquecer vendas de caminhões pesados

28/02/2026

  • Em evento realizado no concessionário De Nigris, na cidade de São Paulo, a Empresa anuncia que mais de 400 caminhões da marca já foram contratados via Move Brasil, por intermédio do Banco Mercedes-Benz, com financiamento do BNDES
  • Com condições atrativas para a aquisição de caminhões novos e seminovos, programa do Governo Federal é um passo marcante para o transporte brasileiro, para o mercado de caminhões e para a indústria automotiva
  • Iniciativa está voltada tanto aos grandes frotistas, quanto para pequenas e médias transportadoras e também para autônomos
  • Move Brasil pode ser utilizado para financiamento de qualquer veículo da marca Mercedes-Benz, que oferece ao mercado a mais completa linha de caminhões, com as famílias Accelo, Atego, Axor, Actros e Arocs

  • O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o programa de renovação de frota, que prevê R$ 10 bilhões em crédito, está avançando acima do esperado. Em menos de dois meses, cerca de R$ 4,2 bilhões já haviam sido contratados, o que demonstra a forte demanda do mercado por taxas de juros mais adequadas.

    Segundo ele, o ritmo acelerado de adesão evidencia a necessidade estrutural de um programa desse porte para o setor de transporte. Dados do banco ligado à montadora indicam mais de 400 veículos já negociados, além de operações realizadas por diversas outras instituições financeiras em todo o país, ampliando ainda mais o alcance da iniciativa.

    Alckmin também destacou a expectativa de queda gradual da taxa de juros no segundo semestre, o que pode reforçar ainda mais a retomada do mercado, especialmente diante do impacto positivo da balança comercial e do desempenho das exportações na economia brasileira.


    Geraldo Alckmin destacou que o Brasil vive um momento histórico nas exportações, que somaram US$ 348,7 bilhões no último ano. Como a maior parte da produção está distante do litoral e o transporte é majoritariamente rodoviário até os portos, a logística se torna peça-chave para sustentar esse crescimento.

    Ele ressaltou que, mesmo diante de tarifas impostas pelos Estados Unidos, o Brasil conseguiu ampliar mercados e reduzir a taxa máxima de 50% para 15%, o que deve impulsionar ainda mais as vendas externas. Também mencionou o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia, considerado o maior acordo comercial entre blocos econômicos do mundo, fortalecendo as relações com países como Argentina, Uruguai e Paraguai.

    Segundo ele, com exportações e importações em expansão, a demanda por transporte e logística tende a crescer de forma consistente, aumentando a necessidade de infraestrutura eficiente e renovação da frota para garantir competitividade ao país.