

Atropelamentos crescem por todo o país
Com um dos trânsitos mais violentos do mundo, Brasil segue sem nenhuma política pública de amparo às vítimas de acidente

O número de
atropelamentos em Belo Horizonte cresceu 14% nos primeiros quatros meses
do ano, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança
Pública de Minas Gerais (Sejusp). Nesse mesmo período, a média de
vítimas de atropelamento
atendidas no Hospital Geral de Inova Iguaçu, no Rio de Janeiro, aumentou
95%, na comparação com os primeiros quatro meses de 2024. Essa falta de
segurança no trânsito acontece em todo o país, que no ano passado
provocou a morte de 4,7 mil pessoas,
aproximadamente.
"Lamentavelmente, o Brasil tem um dos trânsitos mais violentos do mundo. E os atropelamentos, na maior parte dos casos, resultam da imprudência de muitos motoristas, da infração às leis de trânsito ou por desatenção dos próprios pedestres. Mas, principalmente, pela falta de respeito à vida humana", diz Lucio Almeida, presidente do CDVT – Centro de Defesa das Vítimas de Trânsito, Organização Não Governamental sem fins lucrativos e com atuação em todo o território nacional.
De acordo com uma
estimativa do Ministério da Saúde, em todo o país, hospitais conveniados
ao Sistema Único de Saúde (SUS) registraram 32,8 mil internações de
pedestres traumatizados, em 2024. E as despesas de atendimento a esses
pacientes
chegaram a pelo menos R$ 61,9 milhões. "Infelizmente, muitos atropelados
acabam ficando com sequelas para o resto da vida, e sem nenhum amparo
por parte do governo, já que não existe mais nenhuma política pública às
vítimas de acidente de
trânsito."
Criado em 1974 com o
objetivo de indenizar vítimas de acidentes de trânsito,
independentemente da culpa, em casos de morte, invalidez permanente e
despesas médicas, a arrecadação de recursos para o DPVAT (Seguro
Obrigatório de Danos Pessoais
causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) foi extinta em 2020,
uma medida que gerou críticas e preocupações sobre a falta de
assistência às vítimas de acidentes. Desde então, elas passaram a ser
indenizadas com um fundo do
próprio DPVAT.
Junto à classe
política, o CDVT tem lutado pela criação de algum auxílio às vítimas de
trânsito que, entre outras medidas, inclua indenização por óbito aos
familiares, reembolso parcial ou integral por despesas médicas para
cobrir os
gastos com hospitalização, medicamentos e reabilitação, e auxílio
financeiro para as despesas com o funeral, em caso de vítimas fatais.
"Seja motorista, passageiro ou pedestre, todos têm direito a um respaldo
digno em caso de acidente", conclui
Lucio Almeida.
Dinheiro parado
- Por fim, Almeida destaca a necessidade da liberação por parte das
empresas de seguro dos R$ 2,6 bilhões que já haviam sido arrecadados
pelo DPVAT para o fundo de indenizações para as vítimas de trânsito, que
já foi determinada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). "Com esse
valor, seria possível indenizar todas as vítimas de 2023 e 2024, por
exemplo", conclui o presidente do CDVT.
Cobrança feita também
pelo DPU (Defensoria Pública da União), que entrou com uma ação
judicial para assegurar que vítimas de trânsito recebam suas
indenizações devidas, mas que tiveram seus pedidos negados ou
bloqueados, apesar de cumprirem
todos os critérios legais. Essas pessoas se acidentaram entre novembro
de 2023 e dezembro de 2024, período em que o SPVAT estava em vigor, mas
enfrentava entraves legais.


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